24 de março de 2018

KAYSAR, VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO! SEGURE AS PONTAS, CARACO!



Gente, hoje, Kaysar ficou muito mal, depois de ouvir uma história sobre morador de rua que Jéssica e Viegas falavam! Mal sabem eles que Kaysar foi morador de rua!!! Kaysar não fala sobre as coisas ruins que viveu, não é de ficar usando sua história de vida trágica e traumatizante para vitimizar-se junto ao público, visando conquistar simpatias e vitórias.
O que sabemos sobre a vida dele foi por ter sido divulgado pela mídia e pelas redes sociais, portanto fora da casa. 
Viegas percebeu a perturbação dele e disse: “Você está bem cara? Vamos mudar de assunto”. 
Amigos, Kaysar mudou totalmente a fisionomia na hora, ficou longe, absorto, mergulhado em seus pensamentos. (certamente os haters vão dizer que foi forçado). 
    Acontece que ele já havia ouvido uma piadinha pesada e de mau gosto de Caruso e outros. Ele sentiu quando perguntaram se o seu passaporte era falsificado. Ele respondeu: "Vamos à Polícia Federal, cara!" Aí os estrupícios engoliram os risinhos. É com essa espécie de gente baixa que, fica a toda hora perguntando para ele coisas desse tipo para humilhá-lo que Kaysar convive, tentando não se deixar atingir. Mas, chega uma hora em que essas coisas pesam e a pessoa sucumbe, cai em depressão.
Ele deve sentir muita dor na alma, esforça-se muito para não cair no fundo do poço sombrio da depressão. Mas, a situação de confinamento numa casa isolada no meio do mato, convivendo com pessoas que não gostam dele, falsas e superficiais, só contribui para ele ficar mais vulnerável e instável. 
A proximidade do paredão e a certeza de que estará nele pela primeira vez, deve estar mexendo muito com sua estabilidade emocional, com sua esperança de chegar à final e, especialmente, de perder a única chance de trazer os pais para o Brasil. 
Kaysar pediu um psicólogo há horas. Até o momento em que comecei a escrever esta postagem, não havia sido atendido. Claro, eles só se apressam quando é para passar instruções e informações para o “Boráculo” dessa edição, o Papito, para Ana Clara e para Gleici/Clara, os que sabem até o nome dos Damies, de funcionarias, etc. 
Sinto profundamente que meu sírio preferido esteja dando sinais de estresse emocional e de exaustão psicológica, nessa altura do jogo. 
Sinto com mais intensidade por ter sensibilidade suficiente para saber que, nas relações humanas, facilmente nos colocamos diante do irredutível, do irremediável, como está colocado Kaysar no meio de pessoas nas quais não pode confiar. Já vivi situação parecida!
Falta-lhe o bem mais precioso e indispensável na vida de qualquer indivíduo: o "Amor" dos pais e da única irmã, isolados num país em guerra. 
Não podemos esquecer que esse "Amor", que ele luta para ter perto de si, é o único bem que poderá harmonizá-lo e equilibrá-lo perante todas as diferenças e idiosincrasias que lhe são impostas  nesse estressante confinamento e, depois, fora dele. 
Talvez porque estou sensibilizada demais e tocada com os dramas interiores de Kaysar, “o estranho no ninho”, conforme a limitada concepção de Gleici, tenha me vindo à mente, agora, umas palavras humaníssimas que André Gide (escritor francês) pôs na boca de uma sua personagem: “É porque és diferente de mim que eu te amo. Não amo em ti senão o que difere de mim.” 
Linguagem de romance, diria talvez uma Gleici em sua indiferença com “as diferenças”. Não! Não é linguagem de romance, é linguagem humana, autenticamente humana, se queremos entender a essência do homem e a psicologia do Amor em seu aspecto mais universal e despido de egoísmo, de nacionalismos xiitas execráveis. 
É esse tipo de Amor que abraça o outro, não importando se ele é brasileiro ou sírio, no qual cada um traz à pobreza do outro, a riqueza do seu próprio ser, único, misterioso e insubstituível. E esse tipo de Amor é o ato mais belo das nossas vidas, que não surge do nada, que se opera, antes de tudo, no âmago da nossa generosidade, no segredo das nossas almas, no fundo dos nossos corações. 
A verdade, é que somos radicalmente incompletos desde a hora em que nascemos e é o Amor, puro Amor, que nos aproximando do outro e trazendo-o para junto de nós, enche, nos limites de sua contingência e relatividade, os vazios e as feridas da nossa incompletude. Sem isso, sem essa reciprocidade, na ordem da inteligência e na ordem do coração, a vida se torna um imenso vazio, perde seu sentido, torna-se uma autêntica caricatura do que seria uma existência em plenitude. 
Esse Amor pela família é o que orienta todos os atos de Kaysar, que o leva a comprometer o próprio destino, sem pensar em si mesmo, empenhado, não em ficar milionário, mas, antes de tudo, em poder salvar seus entes amados. 
Ele nos oferece um exemplo vivo desse Amor, uma espécie em extinção, nesse nosso mundo que há muito já o banalizou e o descreditou. 
Creio que com a certeza de que será indicado para o paredão, Kaysar tenha se fragilizado e se encontra num estado de grande angústia e confusão psicológica, assim como alguém que não sabe ao certo o que o espera na terça-feira, se fica na casa dando continuidade ao seu sonho ou se vai ser eliminado justamente, quando suas esperanças pareciam ter fundamento. 
Tal situação é muito natural, considerando a dimensão do seu desejo de buscar a família e de sua crise permanente. E, mais do que nunca, ele carece de alguém que o ouça, que o compreenda, que lhe diga as palavras certas que lhe levantem o ânimo abalado.  
Já que não há ninguém na casa capaz de ser tão generoso e amigo, o psicólogo poderia ser a pessoa ideal para tirá-lo desse estado emocional depressivo. Às vezes, Deus fala ao homem, através de outros homens, afastando Kaysar dessa crise do confinamento. Só não tenho certeza de que não existam outros fatores influindo, poderosamente, na sua perturbação e inquietude. Seja como for, ele precisa de orientação, como Marcos Härter precisou e não lhe deram, no BBB17. O perigo está justamente nessa oportunidade que a Produção está tendo para puxar, mais ainda, o estrangeiro para a cova, livrando seus favoritos da ameaça que ele representa. 
Sem assistência psicológica é que ele não pode ficar. Quanto mais ele se trancar, se fechar nele mesmo, na cidadela do seu coração, maiores serão sua angústia e seu tormento. 
A verdade é que nunca é tão grande o desamparo de uma pessoa como quando ela se abandona a ela mesma, às suas próprias forças, ao demônio da sua solidão. 
Que Deus proteja esse homem bom, puro de coração, em sua luta. Que o mal contra ele não o derrube. Ainda preciso acreditar na bondade do ser humano.
Liguei o PPV para ver como está Kaysar. Não o vi em nenhuma parte da casa, não estava almoçando com os demais nem estava na piscina. Já estava apreensiva quando descobri que o danadinho estava dando uma dormidinha, e levantou-se com todo gás, mas continua dentro do quarto cantando e dançando “deixa acontecer, naturalmente”...Hehehehehe. Não juntou-se aos outros, o que nunca o vi fazer. Deve estar mesmo muito magoado. 
Vi no twitter que não chamaram o psicólogo. Para essa cambada da produção, quem é Kaysar na fila do pão, né? Acredito que ele conseguiu reunir a força que tem dentro de si para reagir e recuperar sua encantadora alegria, a magia do seu bom humor. Sozinho, mais que nunca sozinho, dentro de uma casa cheia de gente. É desumano ficar confinado dentro do confinamento.
Não esperava tanta maldade de Caruso, Viegas, Breno e dos outros que o humilharam.
Esse é o último ano que assisto ao BBB. Pois, no momento em que um programa, para entretenimento, acaba nos fazendo mal, alguma coisa não está certa! Cansei de ver, ouvir e ler tantas maldades sem poder, ao menos, dizer alguma coisa que não seja aqui no blog. Assim mesmo pagando caro com a maledicência contra minha pessoa. Mas, tenho uma fibra que ninguém nem de longe imagina. Vou continuar a defender meu favorito. Só deixarei de comentar o BBB18 se Kaysar for eliminado. 

Para concluir, deixo um maravilhoso diálogo, bem representativo da grandeza e beleza humanas que impera no quarto do líder. Veja, abaixo, á pérola de diálogo entre Clara e Renato, ops, entre Gleici e Wagner: 
“-Gleice: Imagina se o Kaysar ganha o programa? 
-Wagner: Não acho possível. 
-Gleice: Não acho justo! Prefiro um brasileiro ganhando. Um brasileiro ou uma brasileira. Ele é da Síria, não do Brasil. 
Delicinha de pessoas, né mesmo? Que meiguinha essa acreana! Quanta fofurice!

OLHA ELAAAA! A XENOFOBIA DOMINANDO NO BBB18!!! Isso pode, produção?

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