21 de março de 2016

FORA, MATHEUS! FORA COISINHA SEM NOÇÃO!



Com o País afundando na mais nefasta onda de canalhices de sua história, comentar um programa sem conteúdo como o BBB16, paradoxalmente representa alguns momentos de desafogo, na medida em que abre um parêntese no meio do caos, no qual ainda há espaço para alguma leveza. No mais, é meditar nas palavras de Camões, numa magnífica página de Os Lusíada, que me lembram o ilusório poder de Dilma e seus comparsas: “Ó, glória de mandar, Ó, vã cobiça! Desta vaidade, a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atiça, Com uma aura popular, que honra se chama!” 
Bom, vamos aos trabalhos, comentando a pegadinha da Produção. Um truquezinho nada novidadeiro que deu uma boa sacolejada no marasmo do programa. 
Pôr na casa um ator disfarçado de participante, resultou em situações hilárias, muita confusão (barracos exibicionistas de Teuzinho), gente dando piti (Geralda), ataques de sofrência (Ronan) outras revelando-se sem as costumeiras máscaras (Cacaulete assediando o ator). Quanta gente pagando mico! 
Com exceção de Ronan, que desconfiou de algo e ficou cabreiro com o intruso que lhe roubara as atenções das suas amigas, todos os demais participantes caíram na lábia do ator. 
Munik coitadinha, na maior seca há dois meses, se encantou com as palavrinhas melosas do boyzinho das arábias, deu uns beijos nele e ainda pagou o mico de aceitar seu pedido de casamento, com aliança no dedo e tudo que uma boa palhaçada permite. Tão fofinha e feliz com o love caído do tapetinho mágico de Aladim. 
Cacaulete pimposa foi a que mais caiu em esparrela, ao assediar descaradamente o cara, deixando a testa de Teuzinho com mais galhos que a rena de Papai Noel. A garota maluca beleza ficou tão piradinha que assaltou a cama onde o boy deitara com Munik, disse palavrinhas sedutoras para ele, fez caras e bocas cretinizantes e não hesitou em ficar agarrada com o ficante da outra, de conchinha, numa atitude de inigualável e ridícula palhaçada. Papagaio de Pirata define essa tocinhuda invejosa. 
Pior ainda foi ficar nos amassos com o cara na piscina e, depois, passar pelo vexame de levar uma bronca da linda namoradinha dele, na moral e com uma seriedade que a caipira desnorteada nem sonha em ter. Adorei ver a cara de bunda dela, depois do toco. Ao meu ver, esse foi o mico mais fenomenal e desmoralizante, dentre todos os muitos micos que povoaram a República da Ridicularia bbbzística. 
Não menos acachapante foi o grude bajulativo de Teuzinho com o kibezinho das arábias. Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é? 
A mulherada caiu de quatro pelo chuchuquinho fofis e palavroso, gerando cenas de ciúmes em Ronan e em Pequizinha. Até a nobre senhora Geralda ficou embevecida com o boyzinho magia, aliviando toda a sua carência dos netos e filhos nos braços e no afeto do moço exótico, de fala atrapalhada e cheio de dengos com ela. Em alguns momentos, ela foi muito engraçada. 
A revelação feita por Bial, na noite de domingo, de que Laham era um ator propiciou outras cenas muito cômicas e divertidas: a expressão de perplexidade e decepção de Munik, a surpresa assustada da borboleteante caipira, e, mais que tudo, a metamorfoseadora reação de alívio e felicidade do meu negão querido Ronan. 
Apesar de já ter usado três vezes esse truque, ele foi muito bem sucedido, divertido e revitalizador, na medida em que agitou a dinâmica do jogo, ferrou alguns e realçou outros. 
Ronan, inteligente e excelente observador, logo percebeu falhas de linguagem no kibezinho, sacou algumas pistas dadas por ele e que aumentaram suas desconfianças na autenticidade do petisco das arábias. A reação dele diante da situação e da atitude babaca das mulheres da casa, em relação às lábias sedutoras do galã do oriente, mostrou um lado da personalidade do meu negão despido do crivo da razão e entregue às armadilhas da emoção, dos sentimentos contraditórios que pareciam disputar espaço em seu conturbado mundo interior. Sim, Ronan esqueceu a razão, a lógica, a moderação e, especialmente devido aos efeitos do álcool, expôs sua imensurável carência e as sequelas de suas dores anteriores, das suas experiências na solidão das ruas. 
Acredito que a carência e o estressante ócio propiciaram toda a comoção em torno da entrada de Juliano Laham. Ele era a novidade, o ser exótico que vinha de longe, com mistérios a desvendar e uma missão a cumprir. Esta atiçou mais ainda o assédio ao pobre moço. 
Munik destacou-se, mostrou-se equilibrada e tranquila, não faria nada diferente do que já havia feito antes de conhecer Laham. Ela foi autêntica o tempo todo: levou um "chega pra lá" de Ronan e continuou de boa, decepcionou-se com Teuzim imbecilzim e continou de boaça. Suportou o esforço da Cacaulete para impedi-la de aproximar-se do Boyzinho Magia, de boa! Não foi tomar satisfações dos que eram os seus afetos e dos desafetos nem quis notar a presença de um rapaz bonito, que lhe deu atenção e carinho o tempo todo (mesmo atuando), entrando na dele sem precipitação, sem ânsias de sexo, sem baixaria subedredônicas, mesmo tendo dormido parte da manhã com o piteuzinho. Surpreendeu-me a garota! 
Fofolete e Munik tem a mesma idade, mas as diferenças de atitudes, de maturidade, de valorização pessoal e de mentalidade são completamente intransponíveis e sem termos de comparação. Munik é adulta e centrada, a Fofolete é infantiloide, beirando à imaturidade mais aflitiva e imbeciloide. Tão imbeciloide que achou que montando uma personagem tão irritante, retardada, tola e absolutamente ridícula iria fazer sucesso. Só uma mente atrofiada pela vivência nas brenhas do agreste poderia ter tido ideia tão estúpida. Vergonha alheia para quem, como eu, nasceu e vive nas belas paragens da minha amada terra potiguar. Pobre do meu Rio Grande do Norte, ter semelhante representante dando vexame em rede nacional. 
Bem, meu povo, vamos aos votos para mandar para a rua o insuportável projeto mal acabado de homem, vulgo Teuzim. Na próxima semana, cuidaremos da Fofolete. Ser defenestrada no inglório quarto lugar é acachapante! É sair sentindo o cheirinho do ouro, é nadar e morrer na praia, após ter tido um desempenho pífio e eivado de ridicularias, comportando-se como uma retardada com idade mental de cinco aninhos, quando não caia nas festinhas sob o edredon, agindo como mulher objeto, sem o mínimo pudor em se deixar usar por um cabrão sem compostura.
Geralda pode ter todos os defeitos do mundo, mas nenhum alcançou o nível de sordidez e de abjeção dos praticados por esse sujeitinho das Alterosas. Matheus e sua comparsa são os participantes mais sem compostura desta e de muitas outras edições. Ao se juntarem, provaram que os semelhantes realmente se atraem. Um pelo outro, não quero troco, foram talhados na mesma massa podraça do mau caratismo mais deprimente.
Fica, Geralda. Devemos-lhe um desagravo pelas baixarias que esses dois seres medíocres e sem noção de respeito lançaram sobre sua pessoa. No começo, eu não gostava de Geralda e a chamava de Catafunda. Reabilitei-a ante meus conceitos, corrigindo esse tratamento injusto. Mudei diante de um gesto de ternura e afeto com Ronan, diante da forma maternal como ela passou a tratá-lo. Os dois estão vivendo uma relação muito bonita na casa, faz-me bem apreciar a forma como se tratam.

VAMOS AOS VOTOS, MINHA GENTEEE!  VAMOS TIRAR O BOSTINHA COM REJEIÇÃO!
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