2 de abril de 2015

Enfim, o segredo de Cézar é desvendado...


É difícil ver homens com belas mãos. Cansei de babar sozinha essa belezura... Que seducência!  O cara está danado de bonito na foto! Merece fazer o Paparazzo! Vixe que saliência da blogueira! Que culpa tenho de apreciar homem macho, que não anda requebradinho, balançando a bundinha? Homem tem que passar masculinidade, mesmo os que são homoafetivos, ser gay não pressupõe que o gajo é menos homem, que tenha de ser uma caricatura de mulher. Não! A novela Império mostrou muito bem o quanto os gays, que se respeitam, não abrem mão de sua masculinidade. O mesmo vale para as mulheres homoafetivas: quanto mais femininas, mais são respeitadas e mais contribuem para o combate do preconceito. Fernanda Montenegro e Nathalia Thimberg estão dando provas dessa verdade. Dei essa viajada, fora do texto principal, de propósito. Precisava dizer tudo isto. Beijim no ombro para quem me criticar! 
A foto é emblemática, na medida em que traduz, em imagem, o que ele sempre repetia: "Sou o senhor do meu destino e o capitão da minha alma"! Aí está nosso bravo herói, agarrado no timão do barco de sua vida, capitaneando a viagem nos mares do BBB15, rumo à vitória que lhe está destinada desde sempre.  
A eliminação de Adrilles, com 65% dos votos, deixou uma certeza irrefutável para a produção do programa e para os milhares de fãs que torcem pelo paranaense gente boa: Cézar é o grande favorito ao prêmio de R$ 1,5 milhão.
Ao superar o quinto paredão, o economista e estudante de direito confirmou a popularidade arrasadora, conquistada por suas inegáveis qualidades morais e éticas, seu comportamento irrepreensível, junto a um imenso público e os fãs do programa. O seu mérito é grande, pois chegou à derradeira semana do programa sem apadrinhamentos e sem privilégios especiais concedidos pela produção e pelo apresentador. Este, ao contrário disto, várias vezes ironizava o caubói simplório, outras tantas soltava piadinhas acerca dos discursos metralhadora do rapaz. Decididamente, Cézar Lima não contava, nem sei se conta, com a simpatia do Pedro Bial. 
Ao longo destes mais de 60 dias, Cézar poucas vezes foi distinguido pelo apresentador, e, quando lhe era dada a palavra, tinha o intuito de escancarar o discurso exuberante e verborrágico do participante, com o objetivo de expô-lo ao ridículo. Nunca ele recebeu nem a décima parte da atenção que era dada ao poeteiro falastrão e baba-ovo de Bial. É fato que alguns VTs caricatas contribuíram para reforçar a imagem de simplório do caipira, o que, ao fim e ao cabo, findou resultando em certa simpatia do público por sua tosquidão ingênua e alto astral. 
Apesar de o acusarem de imitar Bambam, Rodrigo Caubói e políticos em palanque, não obstante sua introspecção e isolamento dificultando fornecer material para a edição, Cézar soube criar um estilo de jogo que o público comprou. 
Obstinado em seu propósito de jogar individualmente, que manter uma postura retraída, de pouco envolvimento com os grupos da casa, pautou sua participação numa inarredável independência, evitando combinações de votos, rejeitando as articulações, sem, contudo, perder a gentileza, os bons modos, a delicadeza no trato com os outros, sempre bem humorado, com um sorriso aberto e com um jeitão de caipira, dotado de valores morais e éticos conservadores e rígidos, que transmite ao público a imagem de homem íntegro, caráter retilíneo, linguagem culta na qual palavrões e expressões chulas inexistem, enfim, a imagem de ingênuo, generoso e bom.
A opção do público por Cézar faz mais sentido ainda, se considerarmos as mensagens que ele passava para a juventude, para a qual deseja deixar o legado do seu exemplo de vida, como estímulo para que acreditem na possibilidade de crescimento e sucesso através do estudo, do trabalho, da boa conduta, do distanciamento de bebidas e drogas. Nas festas da casa a bebida é dada com prodigalidade, mas Cézar só ingere refrigerantes, não fuma e diverte-se muito.
Impressionou-me a forma madura e altruísta como ele encarou todas as adversidades próprias do jogo, sem se queixar, sem bancar o coitadinho, sem ficar deprimido. Ficou apenas duas semanas no grupo dos que tinham a mesa farta. O restante do tempo encarou uma dieta espartana de feijão, arroz, ovo, goiabada e leite. Sentia fome, mas nunca se queixou. Foi ridicularizado, rejeitado, cortado de provas, massacrado com interrogatórios desrespeitosos acerca de sua vida e de um tal segredo que inventaram que ele teria.
De tal forma o menoscabavam que fizeram de tudo para tirá-lo do jogo, metendo-o em cinco paredões. Graças a essa burrice maldosa dos demais participantes, o público começou a proteger o perseguido.
O resultado aí está. A partir do quarto paredão, o apresentador passou a ter mais consideração com o pobretão exótico, começou a reconhecer suas qualidades e a enxergar o ser humano especial que é Cézar Lima.
No discurso do quarto paredão, contra Mariza, o apresentador chegou a ficar comovido com a situação, pois sabia que a dupla era amiga e que estava sendo sofrida aquela injusta disputa, tecida pela invejosa maldade do poeteiro. Neste, Bial conheceu a família de Cézar, especialmente seu pai, um senhorzinho magrinho, miudinho, de mãos calejadas e rosto enrugado pelo trabalho pesado na lavoura. Aí deve ter caído a ficha do apresentador, deve ter se dado conta que Cézar sempre dissera a verdade acerca da sua origem humilde, das dificuldades dos seus pais para que os filhos estudassem. Acredito que foi a partir desse paredão que Cézar começou a ser visto com outros olhos e valorizado em suas idiossincrasias, em suas diferenças, em sua maneira peculiar e honrada de estar no BBB e na vida.
Foi sozinho e de mãos dadas com o público, que o enxergou de forma positiva, que esse caubói porreta, esse cabra da peste arretado chegou à final. Não ganhou nenhum prêmio, nunca foi líder, nunca foi Anjo, só uma vez o convidaram para o cinema para que comesse alguma coisa e aliviasse sua dieta dura. 
Sua utilidade na casa era ir para o paredão, sem dó, empurrado pelos covardes que se borravam de medo da berlinda.
Pois é, esse homem que suportou com um sorriso nos lábios todas as coisas ruins do programa, que chorou em cada prova da comida que perdia, que era ridicularizado, que se sentia humilhado e rejeitado, poderá sair da casa milionário, deixando na frustração os canalhinhas que riram dele, que o olhavam como um bicho esquisito e inferior. A lei do retorno é dura e justa! Não teme macumba nem beneficia macumbeira.
Cézar é merecedor e digno do prêmio, por sua trajetória transparente, limpa, honesta e diferenciada. Ele é a prova incontestável de que não é necessário agredir, mentir, trair, armar contra os outros competidores para ter sucesso e chegar a final. Cézar chegou graças a sua obstinada e inabalável decência, por sua integridade moral, por seu excelente caráter e inarredável atitude de respeito a todos, especialmente à sua família. Portanto, para mim, diante de dois canalhinhas que disputam o prêmio com ele nesta final, ele é o campeão, o único e grande merecedor de ser sagrado Campeão e sair da casa com a conta bancária milionária. Esta seria a única e sensata maneira de fazer do BBB15 um jogo justo, honesto, e da sua produção um grupo merecedor dos aplausos e da aprovação dos milhares de fãs do programa, dentre os quais incluo-me.
E o segredo de Cézar? Não descobriram ainda? Tão simples e evidente!  O seu segredo transparente em cada gesto, palavras e atitudes é TER A CORAGEM DE SER ELE MESMO!  É A SUA OUSADIA DE SER DIFERENCIADO DE FORMA CORRETA E HONRADA. É SER O HOMEM DE BEM QUE NÂO SE DEIXA CORROMPER, ENFIM, É SER EXATAMENTE O TIPO DE PESSOA, TÃO RARO NO MUNDO DEGRADADO EM QUE VIVEMOS, QUE O POVO APRECIA E NO QUAL SE PROJETA. 
VAI, CÉZAR, PEGA NA MÃO DO PÚBLICO E NA MÃO DE DEUS E VAI RUMO À VITÓRIA! 
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