28 de junho de 2017

A CASA dos malucos já deu a largada rumo ao quinto dos infernos!



 Enfim, tivemos ontem a estreia do novo reality show da Record –A Casa. Para mim, a atração não teve o sabor de novidade que esperava, simplesmente porque o que vi já existe em doses cavalares todas as quartas-feiras na TV Câmara: 513 desocupados fazendo "o diabo" numa casa bem menos apertada. Com a diferença de que "o dono" dessa bagunçada casa, dita do povo, (o digníssimo presidente do plenário) não tem poderes para eliminar ninguém. Beleza, né mesmo?
Com a impecável e competente apresentação de Marcos Mion, o programa é a versão brasileira do formato holandês e vai mostrar o confinamento de 100 pessoas em uma residência com capacidade para hospedar apenas 4 pessoas, com apenas quatro camas, dois banheiros, 4 toalhas, a rolos de papel higiênico e comida para 4 habitantes. Está claro e evidente que não é possível atender, com dignidade e decência 100 pessoas adultas de ambos os sexos.
Na chamada do programa, Mion coloca o formato como “um desafio nunca antes visto na televisão brasileira”, com duração de três meses, em situação de confinamento em um ambiente sem espaço disponível para tanta gente, sem a mínima condição de conforto, sem descanso possível e um prêmio de 1 milhão de reais. Que irônica enganação! Não há a menor possibilidade de ninguém sair  como vencedor, levando esse prêmio integralmente. Tal prêmio milionário não passa de um engodo, de um jogo sádico da produção, inclusive para acirrar os ânimos e levar os mais ambiciosos a partirem para a briga. E, por que digo isto? Simplesmente pelo que já foi mostrado na estreia!
No salão, há dois placares. Um com a soma de 1.000.000,00 de reais escritos. No outro o número 20.000,00 que indica a quantidade de água disponível para banho, sanitários e cozinha a cada 24 horas. 
Ora bem, a cada compra que for feita para assegurar a mínima condição de sobrevivência, de comida a papel higiênico, vendida a preços absurdamente altos, será paga com o dinheiro do prêmio, partindo da ideia que o milhão pertence a todos, portanto, quanto menos gastarem, mais levará o vencedor no final. Assim, a soma total irá minguando gradativamente, para o desespero dos que lá estão passando os mais cruéis perrengues. 
A água para beber é liberada gratuitamente, mas a água para banho e cozinhar os alimentos é controlada. Se gastarem a cota do dia, ficarão sem banho e sem condições de cozinharem, tendo de comprar água por preço super faturado. Tanto que o prêmio já sofreu duas baixas, com a compra de uma cesta básica e alguns litros de água. 
Acredito que, na medida em que a fome apertar e a necessidade de banho e de limpeza na casa aumentar, vai haver muita briga feia pelos que não querem ver o dinheiro diminuir. Pensa bem, o premio vai diminuir cada vez mais. É inevitável. Será que vale a pena continuar em uma situação tão humilhante e estressante? Até o final do programa o povo estará pedindo empréstimo no banco e fazendo vaquinha online.
Para desânimo geral, Marcos Mion revelou aos moradores de que a votação que elegeu Júnior o primeiro dono, também serviu para dividir o grupo da Casa em dois: os mais votados, que garantem mais uma semana no reality (usam uma pulseira verde), e os que tiveram menos votos e podem correr o risco de deixar o programa (usam uma pulseira vermelha). 

Ao contrário de outros produtos do gênero, “A Casa” não terá votação do público nem dia de eliminação. As saídas dos participantes serão decididas pelo líder da semana (o dono da casa), que poderá colocar para fora, de uma só vez, vários participantes. 
O “dono da casa”, com plenos poderes, foi escolhido por votação, sem que os participantes soubessem que o estavam escolhendo. Cada pessoa teria que escolher cinco nomes de pessoas que gostariam de ter em um grupo. O mais votado por todos assumiu a função, que de fácil nada tem. Junior foi o coitado eleito. A escolha foi boa, ele é tranquilo, bem humorado, tem pulso firme, senso de organização e boas ideias para tentar organizar a bagunça demoníaca. A forma como resolveu o problema da dormida de maneira justa e democrática, pedindo aos que se apossaram das 4 camas que cedessem os edredons para forrarem o piso frio da sala onde muitos estavam dormindo, explicando a necessidade de colaborarem de forma jovial e, ao mesmo tempo, segura. Claro, que todos aceitaram ceder até cobertores.
O dono da casa tem mordomias: um espaçoso quarto com banheiro só para ele, um pequeno refrigerador e um presente de comida. Junior deu uma de generoso, entregando toda a comida ao colega que assumiu a cozinha para que servisse para melhorar a alimentação geral. 
Usando o direito de convidar duas pessoas para partilharem o seu quarto (menos o banheiro), ele fez um sorteio entre alguns para fazer uma escolha justa. Esse cara poderá ir longe no programa. Sabe lidar com as pessoas com diplomacia, sempre educado e democrático, submetendo suas decisões aos demais para que opinem. Assim, até onde foi a bagaça, ele conseguiu levar na paz sua função. Mas, lembremos que nos primeiros dias tudo são flores... Ali tem gente de vários níveis sociais e etários, com grandes diferenças e diversificação de valores e princípios morais. Não será fácil a convivência com as mazelas de cada um.
O Dono da Casa foi obrigado a vigiar o uso do papel higiênico e da pasta de dentes, para que todos tivessem seu quinhão. Os egoístas e espertinhos detonaram as poucas frutas, logo que entraram na cozinha, pouco se importando com o coletivo. Se o barbudo 26 não tivesse tomado conta da cozinha, não teria sobrado nem batata crua para os demais. Bacaninha demais! Tudo gente fina!
Impossível memorizar todos os nomes, da mesma forma que ainda não dá para eleger favoritos. Mesmo assim, simpatizei de cara com o barbudo número 26 que assumiu a organização da cozinha, a preparação e distribuição da pouca comida que cabe a cada um. 
O cara conseguiu fazer milagres com uma sesta básica para 4 pessoas, preparando sopas para aliviar a fome de todos, tendo o cuidado de fazer uma especial para os 4 veganos da casa. Gente fina. Também gostei do Papai Noel genérico. Olha ele aí embaixo:


Três moças já desistiram de ficar na casa, e na quinta-feira serão eliminados e mandados embora, pelo dono da casa, mais alguns. O motivo ainda não sabemos. 
Gente, esse reality é coisa para loucos. Aquela casa apinhada de todo tipo de gente, sem condições sequer de tomarem sol na enorme área externa, de ocuparem a varanda que rodeia a casa, literalmente confinados no interior da casa, sob pena de serem eliminados se puserem o pé além da porta de entrada, lembra algumas prisões brasileiras, nas quais acomodam cerca de 60 pessoas em uma cela feita para acomodar seis presos. 
Essa é do balacobaco. Já pegou um bofe na casa.
Apesar da total falta de condições para fudelância, na primeira noite já teve casal no amasso, mesmo deitados juntos, grudados mesmo, com muitos, em edredons no chão, no maior aperto. Kelly Oliveira, de Bauru, 45 anos, empresária, mãe de 2 filhos, bem conhecida em sua cidade natal e que já foi miss. Ai, minha santa paciência! Essa coisa feia foi miss? Só se foi Miss Bunda! Já que tem um par de melancias no traseiro...Hehehehehe
E eu que me perguntava como iria ter showmance naquela muvuca medonha! Onde essa gente iria achar um canto para se pegar? Já vi que para gente baixa  e viciada em sexo isto não é problema... 
É muita gente, não consigo me imaginar durando 3 horas nesse hospício, imagina 3 meses. Nunca! É coisa para malucos!

Marcos Mion mostrando ser um excelente apresentador de reality. Deveria ser escalado para apresentar A Fazenda. Ele tem jogo de cintura, é alegre, tem uma vibe cômica, tem simpatia e controle absoluto da situação. Justus não amarra as chuteiras de Mion! Ele interage muito bem com a turba, entra na casa, fica perto de todos, diz brincadeiras, faz piadas, enfim: a chegada dele deixa a turma feliz da vida, gritando "chegou papai". E ele responde, cheguei para ver meus malucos favoritos. 

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