28 de agosto de 2016

Sem Bial, o BBB perderá a alma e a emoção!


Nunca vi asneira tão fenomenal que a pronunciada pelos produtores do BBB ao dizerem que a troca de Pedro Bial por Tiago Leifert como novo apresentador do BBB faz parte de uma estratégia da Globo para rejuvenescer a imagem do programa. Que estupendo disparate!
Com vinte dois anos a menos, o substituto teria mais facilidade de atrair o público jovem, principalmente depois da bem-sucedida experiência à frente do The Voice Brasil. Quanta sandice! Que tem a ver o público do The Voice com o público do BBB? Desde quando a idade do apresentador vai influir nisto ou naquilo? Só se for para descer o nível ao mesmo do de adolescentes que assistem Malhação ou de participantes infantilóides e abestadas como foi a Fofolete insuportável, estão no caminho certo! Quanta burrice! Falam de Bial como se ele não fosse um belo homem grisalho e sim um velho gagá! Cambada de babacas!
Se querem levantar o programa, que sejam mais cuidadosos na seleção dos participantes, evitando o ingresso de velhos tarados, de menininhas imbecilóides e bombadinhos baladeiros de cabeças vazias, de marmanjos metidos a pastores evangélicos e tipos boçais, de ambos os sexos, que nos torram a paciência!
Onde esse rapazote substituto tem cacife para substituir Bial? Nunca mais teremos discursos poéticos, metafóricos, contundentes ou suaves, inteligentes e bem construídos como os de Bial! A emoção que ele doava ao programa acabou com sua saída lamentável!
Infelizmente não guardei o extraordinário discurso de Bial no final que deu a vitória a Marcelo Dourado. Tampouco o da eliminação de Dicésar. Mas tenho o que disse para Mariza, em sua injusta saída do BBB15. Vejamos:

No tempo da maldade, a gente não tinha nascido...
Meu nome é Cézar Lima.
Nasci no BBB1.
Cresci com cada campeão, aprendi seus truques, trunfos, 
tiques e discursos.
Da pobreza, trouxe a sede de instrução.
Embriago-me de palavras, a língua é minha cachaça.
Sou minha própria criatura, eu mesmo a armadura 
que se assenta sobre mim.
Refugio-me na solidão, é meu abrigo, onde busco me encontrar.

Tenho medo.
Tenho medo, e meu nome é Mariza Moreira.
Acredito sim que a gente é obrigado a ser feliz.
Faço qualquer coisa para fugir da solidão.
Busco me encontrar no outro.
Renasci com meus filhos, um por um.
Enquanto cresciam, eu se me esquecia.
Fui me desconstruindo, indo, até redescobrir, olhe onde.
Olhe onde eu vim parar: aqui.
Nesse lugar, onde a coisa mais esquisita é gente comum.
Fatal que o faz de conta terminasse assim.
Agora você era o herói.
Enfrentaste batalhões.
E já não tem medo.
Vem, me dê a mão, Mariza.
Trechos de outros discursos excelentes de Bial:







Nada mais será como antes no BBB17...


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