30 de maio de 2015

Larguem o osso, cambada de malfeitores!


Todos vocês aí, achacadores, picaretas, ladrões, corruptos. Larguem o osso. Todos. Larguem os milhões de dólares desviados do povo, da educação, da moradia e da saúde. Devolvam (para quem mesmo?) as propinas das consultorias fantasmas. Entreguem as obras de arte das lavanderias secretas. Suspendam o aumento vergonhoso do fundo partidário, que acaba de passar de R$ 372 milhões para R$ 867 milhões – um “presente” da União para os partidos políticos.
Por enquanto, a grana está voando e, junto com ela, os empregos e as ilusões de gente honesta, os trabalhadores brasileiros – os patos do “pacto” do PT, que não conseguem nem receber o seguro-desemprego.
Quem está a favor de Dilma Rousseff, de verdade? Não são as centrais sindicais. Não é o MST. Não são os sem-teto urbanos nem os caminhoneiros ou os professores. O PSDB também não, mas os tucanos não precisam dar um pio. O panelaço está a cargo do PMDB de Eduardo Cunha e Renan Calheiros.
Não apoiam Dilma os setores do PT envergonhados com o massacre ao tesoureiro Vaccari Neto, cujo nome surge na boca de tantos delatores como receptor de propina para o Partido dos Trabalhadores. Vaccari está em agonia lenta, como foi a de Graça Foster na Petrobras. Todo mundo sabe que Vaccari vai cair e a vaca vai tossir.
Quem aplaude Dilma de coração aberto? Segundo o DataFolha, 62% acham seu governo ruim e péssimo. Não é a classe média que apoia Dilma. Não é a burguesia. Não são os desempregados. Não são os empresários. Não é a esquerda nem a direita. Nunca foi o Zé Dirceu, ou alguém duvida? O Zé Dirceu é aquele companheiro que fez vaquinha on-line para pagar R$ 971.128,92 à Justiça no mensalão. Agora se soube que sua firma de consultoria ganhou R$ 29 milhões em oito anos.
Se quem apoia Dilma é o clã dos Gomes, a presidente está em maus lençóis cearenses. A demissão folhetinesca do ministro da Educação Cid Gomes só ocorreu porque a presidente está mais fraca do que nunca. Cid chamou de achacador o presidente da Câmara, Eduardo Cunha – um dos 35 legisladores investigados no petrolão. Em novembro, Ciro Gomes, irmão de Cid, já havia dito que Cunha era “o picareta-mor”. Em 1993, na oposição, Lula denunciara “os 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses no Congresso”. Notícia velha. Mas, vindo publicamente de um ministro, pareceu roteiro para abalar o Planalto.
Triste país este, obrigado a achar que Cid Gomes – o mesmo que contratou Ivete Sangalo por R$ 650 mil para inaugurar um hospital em Sobral, no Ceará – tem certa razão. O Planalto cedeu ao ofendido Eduardo Cunha o privilégio de anunciar a queda do ministro da pátria educadora. Disse Cunha: “Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes”. Comunicamos a Cunha que ele se repetiu demais na curta fala.
Se quem segura Dilma no colo é um Levy estranho ao ninho de Falcão, o ajuste é hoje, para a presidente, muito mais que fiscal. Dilma perdeu o chão, o discurso, a confiança dos aliados, de Lula e de grande parte de seus eleitores, preocupados com a recessão e o desemprego. Só lhe resta pedir “trégua”, “tolerância” e “pacto”.
Dilma temia as manifestações de 15 de março. Mas apenas por desconhecer o que viria depois. Há uma enorme panela de pressão acesa em sua cozinha, assobiando sem parar, com receitas de crises diárias produzidas por seu próprio governo. A semana passada foi indigesta para a presidente. Nem é preciso continuar a dieta, porque o cenário faz perder o apetite.
O emprego formal caiu, foi o pior fevereiro em 16 anos. As greves pipocam de todo lado. No Rio, o desempregado e morador de rua Diógenes Antunes Faria vende por R$ 30 um lugar na fila do seguro-desemprego. Dorme em frente à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho. Se quase ninguém apoia Dilma, vamos chamar os soldados, os robôs, a guerrilha. Certo? Errado. Um documento da Secretaria de Comunicação do Planalto diz que a comunicação do governo é “errada e errática” e que “a militância se sente acuada pelas acusações e desmotivada por não compreender o ajuste na economia”. Solução? A Secom recomenda: uma “guerrilha política”, com “munição vinda de dentro do governo, mas para ser disparada por soldados fora dele”. Uau. Dilma se disse “perplexa”. E nós?
Enquanto o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirma que a baixa popularidade de Dilma é “fotografia do momento”, o país continua aterrorizado com a série infinita de denúncias. Alguém acredita no pacote anticorrupção ou nos benefícios de uma reforma ministerial? No Brasil, não existe mea-culpa. A culpa é sempre dos outros. Vocês aí, todos, larguem o osso.


RUTH DE AQUINO

28 de maio de 2015

Os Dez Mandamentos, uma novela que vale a pena ver.

Enquanto as novelas da Globo mergulham no obscuro mundinho da violência, da baixaria sexual, da exploração do mau caratismo, a apologia dos romances gays de ambos os sexos, com direito a pegações e beijaços entre senhorinhas amancebadas, em tramas sem criatividade e sem grandes atrativos, a Record nos brinda com a excelente novela Os Dez Mandamentos.
Sim, a Record está de parabéns pela qualidade da produção que oferece ao público de bom gosto. Figurinos ricos e primorosos, cenários perfeitos, elenco impecável e uma filmagem digna de cinema. 
No seriado José do Egito, a emissora já havia dado um show de qualidade e beleza. Portanto, já demonstraram que dominam a área.
Aliás, a programação da Globo está uma lástima. O vídeo Show, sem André Marques, está uma palhaçada com um casal de palhaços sem graça, dois abestados que mais irritam que divertem com as suas insistências em serem comediantes sem o mínimo talento para tal. É tão ruim que prefiro suportar o insuportável Brito Junior e a insípida Ticiane na Record , no mesmo horário. 
A Globo que se cuide. O horário da manhã está mal das pernas, com o indigesto "Mais Você" e sua caricata apresentadora Ana Maria Braga e seu fiel escudeiro o mala sem alça Louro José. A manhã na Record vai bem melhor com Ana Hickman e Celso Cunha são os melhores da manhã. Os " Encontros" com Fátima Bernardes peca pelo hábito da emissora de meter seus atores e atrizes em quase todos os programas, além de trazerem cantores e bandas de terceiro escalão ou o xodozinho da emissora: Tiaguinho, marido de uma atriz da casa ... Uma chatice. 

Em todas as novelas da Globo tem casais homoafetivos, até parece que obedecem a alguma lei que determina que haja "cota" para homossexuais, como há para atores negros. Sabe-se que é grande a turma gay/lésbicas na emissora, mas, daí a quererem empurrar goela abaixo dos telespectadores suas historinhas e romances como se a sociedade brasileira não fosse ainda conservadora, a distância é grande. O primeiro capítulo de Babilônia jogou de chofre nas fuças das pessoas a cena desnecessária do beijo lésbico entre duas senhorinhas. Claro que chocou as pessoas mais idosas, as pessoas que nutrem outros valores mais conservadores, que se orientam por princípios menos permissivos. O resultado foi a queda vertiginosa da audiência da novela, apesar de terem maneirado nos amores das duas senhorinhas. 

 As vilãs da trama são sórdidas, sem limites, psicopatas do mal. Todo tipo de gente de mau caráter está bem representado em homens e mulheres que participam da trama. Uma trama asquerosa que já poderia ter sido tirada do ar.
Babilônia é a pior de todas. Mas, a tal " I Love Paraisópolis" também é um nojo. Um festival de gente baixa, voltadas para o mal, capazes de qualquer baixaria, perversidade e cinismo para se darem bem na vida. Para ficar ainda pior lá está a chatérrima Tatá Werneck se repetindo, a mesma idiotinha leviana que fez na novela anterior. 
Sete Vidas nem merece comentários. Onde estão os excelentes novelistas da Globo? Que saudade dos velhos tempos, das grandes novelas. Melhor ver "O Rei do Gado" no Vale a pena ver de novo.



10 de maio de 2015

Bem-vindo ao inferno, Roger Abdelmassih!


Na tarde de 20 de agosto de 2014, o ex-médico Roger Abdelmassih se assustou com a recepção que o aguardava no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele fora capturado pela Polícia Federal na véspera, depois de três anos foragido, no Paraguai. Conduzido algemado por policiais, ouviu uma multidão chamá-lo de "mons­tro estuprador".
 A cada grito, a cada xingamento, arregalava os olhos. O outrora "médico das estrelas", o "doutor vida", era apresentado ao seu novo status social.
Diante de repórteres e câmeras de televisão, o criminoso ficou cara a cara com uma de suas vítimas: "Bem-­vindo ao inferno! Fui eu, Vana Lopes, quem te procurou estes anos todos! Você não sai mais daqui!". Terminava ali, nesse acerto de contas pessoal, uma busca incansável por justiça que começara duas décadas antes. Uma história impressionante em que a vítima, depois de superar um trauma violento e uma tentativa de suicídio, descobriu o paradeiro de seu carrasco e o entregou às autoridades.
A estilista Vanuzia Lopes tinha 33 anos quando decidiu recorrer aos serviços prestados pela renomada clínica de Abdelmassih. Na época, Vana, como é conhecida, administrava duas empresas, viajava o mundo atrás de novas tendências da moda e morava com o marido numa cobertura confortável. Bem-sucedida nas searas profissional e pessoal, ela decidira que era chegada a hora de ter um filho biológico. O marido concordou, e o casal bateu à porta do especialista que atendia famosos e era considerado uma referência nacional em reprodução assistida. Na clínica, o sonho da gravidez se transformou em pesadelo. Vana foi estuprada e, a partir desse crime, sua vida desmoronou. "Eu acordei e ele estava em cima de mim." Violentada enquanto estava sob o efeito de sedativos, ela contraiu uma bactéria que lhe causou uma grave infecção, provocou a perda de vários órgãos e acabou de vez com as chances de ela ser mãe. Entrou em depressão e tentou se matar. Salva por amigos, decidiu reagir e se vingar do médico. Foi quando se lançou numa caçada sem trégua para encontrar Abdelmassih e levá-lo às barras da Justiça.
Essa saga quixotesca - e de superação - está contada em Bem-vindo ao Inferno - A História de Vana Lopes. A Vítima que Caçou o Médico Estuprador Roger Abdelmassih (Matrix Editora; 424 páginas; 49,90 reais; e-book, 34,90 reais), que será lançado nesta semana. O livro tem prefácio assinado pelo juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava-Jato, e pela mulher dele, Rosangela. Responsável por desbaratar a quadrilha que roubou pelo menos 6 bilhões de reais da Petrobras, Moro se admirou com a capacidade investigativa da estilista: "Fazer justiça com as próprias mãos é a clássica metáfora de irresignação à lei. Vana é a mãe espiritual de uma nova prática. Trata-se, agora, de fazer justiça com o próprio mouse, em que a cidadania conectada é a maior arma da Justiça vigente: as redes sociais responsivas e responsáveis". Reconstituída pelos jornalistas Cláudio Tognolli e Malu Magalhães a partir de documentos e mais de 300 horas de gravações, a ofensiva deflagrada por Vana para punir Abdelmassih é um daqueles casos clássicos em que uma vitória pessoal se reverte num benefício para a sociedade. Vana não apenas superou um trauma. Ela vingou outras mulheres que tiveram o sonho da maternidade manchado por um "monstro estuprador" considerado insuspeito durante décadas. Não foi uma jornada fácil.

Abdelmassih ao ser preso: o médico das estrelas se escondeu no Paraguai antes de ser capturado(Jefferson Bernardes/Ag. Preview/VEJA)

3 de maio de 2015

O casal super especial do BBB7


O encontro de Siri e Alemão na noita da vitória.
Pois é, o BBB7 foi a abertura para uma imensa participação de torcidas que se dividiam entre Alberto Caubói e Diego Alemão, com vantagem inapelável para este último, devido ao romance que viveu com Iris Stefanelli nas poucas semanas em que ela esteve na casa. 


Havia o tal triângulo amoroso cuja terceira ponta era protagonizada pela fúria sexual da destravada Fani Pacheco, a feiosa periguete que se achava páreo para a linda Siri. Devido as armações da despeitada Fani, junto com Analy e o grupo rival, a lourinha foi para o paredão com Diego e saiu do programa. 


Sim, saiu de voo rasante para o sucesso. Foi para a Argentina participar no Grand Hermano, onde foi recebida como uma princesa, encantou os argentinos e, ao voltar para o Brasil, não dava conta dos convites para presença Vip, desfiles, comerciais, capa da Playboy, da VIP, Paparazzo arrasador e eventos de toda natureza. A garota era a queridinha do Brasil, juntava multidões por onde passava. Antes dela, somente Jean Wyllys arrebanhara tantos fãs por onde passava.
Enquanto isto, Alemão suspirava por ela dentro do confinamento e tratava de eliminar um por um os que meteram sua namoradinha para fora do jogo.  Com a ajuda da produção e de Bial que tratou de explorar o que pode o sucesso do casal, fazendo suas jogadas manipuladoras para levar Alemão à vitória, o pobre Alberto foi jogado aos leões, transformado em um vilão desalmada que nunca foi. Claro que a Globo estava de olho nos lucros que poderia ter com o casal romântico fora da casa. A audiência vivia nas alturas, mesmo com Íris já fora da casa, porque o romance tórrido (by Bial) que apenas era um namorinho bonito de se ver, sem amassos, sem fudelâncias subedredônicas, entre uma moça que se dava ao respeito e um rapaz que sabia respeitar, mesmo estando apaixonado.
Fani, a dadivosa, não tinha torcida. Saiu no primeiro paredão em que foi mandada, para amargar o despeito fora da casa, com o sucesso de Siri, e roer os cotovelos de decepção pela má fama que pegou pelo papelão que aprontou com o casal. Ainda hoje luta para sobreviver com ex-BBB profissional, já que não tem outra coisa para se fazer notada. É uma coitada! Conseguiu retornar ao programa, no BBB13, decadente, gorda, neurótica, arrogante e mais feia que antes. 
Infelizmente, fora da casa, depois de alguns meses juntos, separaram-se de forma não muito bonita para Alemão. Este não teve a delicadeza de terminar pessoalmente a relação, preferindo deixá-la saber do fim pela midia, após declaração dele de que tudo estaria terminado. Diziam que a família dele, principalmente a irmã, eram contra o namoro. O fuzuê entre os fãs clubes foi feroz,  Os que torciam por Íris eram muito numerosos e não perderam tempo em homenagear e apoia sua musa.
Ìris continuou, mesmo sozinha, a fazer sucesso, viajando muito para atender os convites que recebia. Logo estava contratada pela Rede TV. onde ainda trabalha. Continua linda, bem sucedida e íntegra como sempre foi! Hoje, ela e Alemão são amigos.

Capa da Rev. VIP
Íris e Alemão ficaram para sempre como o casal mais bonito, decente, romântico do BBB.  Depois deles somente Max Porto e Francine Piaia levantaram as platéias e emocionaram as damas do sofá, as caprichetes e etc.