[Valid Atom 1.0] [Valid RSS] Rabiscos de Eva: Quem cria fama, que deite na cama!

21 de dezembro de 2015

Quem cria fama, que deite na cama!



A um mês do início do “BBB16” é interessante divulgar o que aconteceu com a atriz Aline Dahlen. Ela foi uma das participantes mais marcantes do “BBB14. Inteligente, sagaz, fez inúmeras observações incômodas ao longo do programa. Por conta de sua formação profissional, era frequentemente acusada de “interpretar” dentro do reality show da Globo.
Num de seus melhores momentos, durante uma votação, peitou o apresentador Pedro Bial, que havia justamente a acusado de “atuar” em excesso na casa: “Eu vou votar numa pessoa que fala que sou atriz, que estou atuando, mas aqui não tem roteiro, nem diretor. Eu vou votar em você, Bial'', disse Aline.
Na época, Aline encarou todos, com mais ou menos habilidade, dentro da casa. Cometeu erros a granel, talvez por achar que poderia discutir racionalmente com gente disposta a outras experiências no programa. Foi chata, irritante, perdeu a linha, causou… Deixou uma marca – e saiu com 80% dos votos, uma altíssima rejeição.
Como a maioria dos ex-BBB, Aline caiu no esquecimento do grande público. Mas a participação no programa deixou marcas profundas nela, como descobri, lendo uma entrevista que deu ao site Ego, do grupo Globo.
“Se arrependimento matasse eu já estaria morta, enterrada e putrefata, mas me sinto mesmo é enterrada viva'', diz ela sobre a dificuldade que tem enfrentado em conseguir trabalho como atriz.
“Eu digo que a pior coisa que aconteceu em toda a minha vida foi ter aceitado participar do BBB. Eu tinha uma vida bacana antes do programa: era atriz de comerciais, atriz de novelas, fazia teatro e escrevia minhas coisas. Tinha um namorado legal, uma vida tranquila e uma carreira em andamento. O programa simplesmente acabou com a minha imagem, me usou, espinafrou, depois descartou, sem pensar nas consequências. 
Não faço mais comerciais, pois passei a ser vista como a malvada do BBB, e não trabalho como atriz, pois acham que sou mais uma louca pela fama''.
A atriz responsabiliza a edição do programa pela criação da imagem de “vilã”. “A produção deve pensar: 'vamos inventar histórias, pesar a mão na edição e criar um vilão. A Aline é questionadora, adora reclamar, tem pulso firme, fala na cara, mas é brincalhona, divertida e honesta. Vamos fazer o seguinte: a gente apaga na edição seus predicados e ressaltamos as características fortes.’ Pronto. Assim foi criada a personagem má do BBB 14″, afirma.

O caso de Aline me lembra o de Elenita Rodrigues, doutora em lingüística, que participou do “BBB10”. Um ano depois, ela desabafou: “A verdade é que fiz foi perder dinheiro participando do BBB (perdi credibilidade no círculo acadêmico e fui vetada em quase todas as bancas de que participava e que constituíam duas, três vezes o valor do salário que ganho agora).”
Assim como Elenita, Aline dá a impressão de que não tinha a noção exata do impacto que a participação no programa poderia ter em sua vida posteriormente. No caso da atriz o problema ainda tem uma complicação extra porque a sua profissão exige exposição pública.
Só posso lamentar pelas duas. Mas acho que é um fenômeno compreensível diante das promessas oferecidas pelo “BBB''. Todavia, devo sublinhar que Elenita não teve um comportamento compatível com dua profissão e sua imagem pública: barraqueou com vários participantes, trocou berros e desaforos com outros tantos, pouco se incomodando com o papelão que fazia. Portanto, bastaria que a produção mostrasse seus protagonismos vulgares, seus ataques de histerismo raivoso, para ficar mais suja que pau de galinheiro!
Aline, por seu lado, de inocentinha nada tinha, não era nenhuma adolescente inexperiente. Sabia muito bem como funcionava o BBB, Era uma antipática, metida a feminista e chegada a um barraco. Inocência no BBB não existe...




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