21 de setembro de 2015

Está chegando a hora!

O apresentador Roberto Justus será o principal atrativo da oitava edição do reality show A fazenda, independentemente dos 16 participantes. A nova temporada estreia na quarta-feira, na TV Clube/Record. "Como apresentador, é um sonho conduzir um programa com esse perfil e com uma maior gama de público. O fato de ser ao vivo é um desafio. O conforto do apresentador é diferente", comenta Justus, em entrevista ao Viver.

Durante três dias na semana, Justus comandará a atração em tempo real. Terá que conciliar a função com as empresas que coordena. Por enquanto, grava pilotos do reality e edições do talk show Roberto Justus+, que seguirá no ar aos domingos, à 0h15, na mesma emissora. Apresentador do Aprendiz, Justus já ficou à frente de um programa popular no SBT, com o Topa ou não topa. 

Como analisa a estratégia da Record em colocá-lo como apresentador? 
Como tudo na vida, depois de sete edições, A fazenda precisava de uma mexida. Britto tinha outro estilo. É sempre bom mudar… Tentaram fazer no Aprendiz, mas não deu muito certo. É bom você dar um frescor ao programa. Vai ter uma nova cara. Eu não tenho a menor ideia de como será o perfil. Não pode ser muito diferente. Mas só a forma de falar, de apresentar, de comunicar com os peões já é sinal de mudança. Mas nada que saia da espinha dorsal do programa. É na forma de como levar isso para as pessoas. Na hora do ao vivo, não tem como prever. Quero manter bastante calma e aposto na minha experiência.

Como você definiria um participante ideal para o reality A fazenda?
Eu acho que o participante ideal é aquele com personalidade marcante, opiniões fortes, que sabe se expressar e não se inibe. Porque são disputas acirradas. Eles enfrentam um confinamento por três meses. É muito difícil conviver com egos que se misturam. Acredito que é esse perfil o que o público gosta de ver, que não exagere na baixaria e nem seja exageradamente exposto.

As mesmas estratégias do participante do Aprendiz devem ser adotadas para vencer A fazenda?
São diferentes. Eles coincidem com o confinamento concentrado, distante do meio em que vivem, e no desafio de derrotar participantes, mas, ao mesmo tempo, estão juntos na equipe. A diferença grande aqui é que, no Aprendiz, é mais intelectual, aqui a disputa é mais física e estratégica. Lá, você tem que agradar um apresentador. Aqui, o público de casa. 

Como se preparou para assumir a função? Assistiu a edições anteriores ou programas do gênero?
Eu dei uma olhada. Já acompanhava como telespectador. Por enquanto, estou analisando os participantes, fazendo piloto, conhecendo um pouco. A mecânica tem que ser entendida. Estou entendendo bem como funciona a mecânica de cada dia. Isso é que é importante. 

Você participou da pré-produção ou da produção do programa?
Não deu nem tempo para isso. Quando fui convidado, não influenciei no convite. Claro que sempre tem alguma pitadinha, mas não há necessidade… A equipe de Rodrigo Carelli é muito boa. São 270 pessoas envolvidas no programa, é a maior e mais complexa estrutura da emissora. Se você jogar os terceirizados, o número sobe para 400. É uma superprodução.

Vai sentir falta do terno e da gravata?
Nem um pouco. Não vivo de terno e gravata. Estou sendo casual. Eu visto roupas casuais diariamente. Jeans… Eu não durmo de terno. Só em reunião de negócios que uso roupa mais social. 

Vai ser complicado não ter o poder de escolha própria para dizer o equivalente a “você está demitido”?
Não é complicado. É até um alívio. Prefiro não decidir. Preciso conduzir da melhor forma possível para o telespectador… O fato de não interromper sonhos é um alívio. Eu só vou comunicar.

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