[Valid Atom 1.0] [Valid RSS] Rabiscos de Eva: Sabe de nada, inocente!

7 de março de 2015

Sabe de nada, inocente!

Depois a eliminação de Talita, em conversa, Luan, Tamires, Fernando, Adrilles e Rafael, trocavam idéias acerca das dicas infalíveis que haviam recebido da Produção do BBB15, antes de entrarem no confinamento. Adrilles dizia que nada do que falaram deu certo, como, por exemplo, a advertência de que "quem ficasse em cima do muro", logo seria eliminado, enquanto "os que formam casal ficam mais fortalecidos e caem nas graças do público. Não é isto que estamos vendo aqui, disse Rafael: Cézar vive em cima do muro e já voltou do paredão. Os dois casais da edição tiveram as mulheres eliminadas logo na primeira, opinou Luan, acrescentando que os vídeos de edições passadas que deram para eles ver e aprender, pouco ajudaram, porque cada edição difere da outra e a que os reuniu está sendo ainda mais diferente.
Esse papinho da turma não teria nenhum significado se não ratificasse as desconfianças que sempre tivemos de que a turma entrava na casa, cada um com seu script bem determinado. Só que eram apenas conjecturas nossas. Precisou chegar o BBB15, com participantes bocudos e sem medo de botarem a boca no trombone, para jogarem no ventilador toda a caca da produção, revelando que receberam da produção vídeos de edições anteriores com as devidas orientações de como comportarem-se ao longo do programa. Ou seja: cada um com o seu papel e roteiro.
Acredito nessa revelação, porque outros ex-participantes já haviam falado nas mesmas coisas, como Mirla (BBB9) (cf. meu blog Feminina e Plural) que deu um depoimento, no qual declarou que a produção chama determinadas pessoas para seguirem no jogo de acordo com o que falam no cadeira elétrica. Ela foi queimada pela edição por ter se mostrado diferente. Gyselly Soares (BBB9) foi outra que entrou com o script de periguete aloprada. Como não se adaptou ao papel, foi descaradamente prejudicada por Boninho, que lhe usurpou a vitória com uma boninhada asquerosa, manipulando o resultado da votação. A produção sempre influenciou no jogo, mas, como não pode programá-los como robôs,  nem sempre as coisas funcionam de acordo com as sujestões recbidas.
Como bem disse Adrilles, cada edição tem a sua dinâmica característica. Na medida que as pessoas são diferentes, tudo muda. Assim sendo, não seria viável seguirem os modelos de ex-participantes.
Graças aos comentários dos falastrões sobre o que aconteceu nesta edição, podemos compreender a razão de algumas atitudes da turma desta atrapalhada e sui generis edição do BBB, como a aparente pressa da Sorvetão em laçar Rafaxarope e num piscar de olhos começarem com a fudelância subedredônica. Da mesma forma esclarece tanto as razões de Amanda para pular na cama de Fernando, oferecendo-se como uma vadia, logo na primeira noite, doida para formar casal, quanto apontam para a motivação da produção ao meter na casa a loura e linda Aline, decerto com o papel de construir um triângulo amoroso com um dos casais. A situação veio mesmo a calhar com a fama de mulherengo e pegador de Fernando. Foi aquele estrago que se viu. Agora dá para entender as conversas de Aline e Fernando sobre o jogo de casal e todas atividades dos dois para assegurarem sua permanência no jogo e para seduzirem o público do sofá e as caprichetes. Daí, ter ficado perdidaço após a saida dela. 
Também fica fácil de compreender porque nas primeiras votações para o paredão, apesar de quase não se conhecerem, nenhum deles apelou para a desgastada justificativa de voto "por falta de afinidade", da mesma forma que ninguém repetia outra surrada frase: "gosto muito de fulana/o, mas não tenho outra opção", e por aí vai.  
O Fernando vai decepcionar ainda mais, perdeu-se nas teias do seu próprio jogo, e, quando sair verá a burrada que fez. Uma delas é confiar cegamente em Rafael, achar que Tamires é forte e não valorizar os amigos do início: Adrilles e Mariza. Amanda não esconde que é carta marcada para chegar a final, é garantida pelo "Amorinho"... 
Agora compreendo a crise de revoltada agressividade de Luan na festa da quarta-feira. Ele está sozinho, sentindo que já não tem poder de montar paredões, não aceita ser mero coadjuvante, não está preparado para a restrição alimentar do Tá com nada e, o pior de tudo, está se sentindo com o pé na rua. Se tinha um tipo de orientação para ser o garoto fanfarrão, engraçado e alegre, não soube lidar com o seu papel sem exagerar nas doses. Perdeu-se, foi ao fundo do poço, depois de exagerar na tequila.
Agora a turma está sem um norte, desacreditando as dicas recebidas que, uma a uma deram em erro, fracasso e frustração. Agora, só lhes resta olhar para as câmeras e mandar o recado para o seu mestre orientador: "Sabe de nada, inocente!"
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