25 de junho de 2014

É show de bola!


Os  estádios estão lindos e cheios, os  jogos de  ótimo nível,
com muitos gols e surpresas, as torcidas animadas e pacíficas,
as ruas fervilhando de gringos e de alegria.
Independentemente da  performance  da seleção brasileira, a
Copa é um sucesso. Quem ama o futebol está feliz.
Assaltos, arrastões, tiroteios, roubos e furtos, achaques  poli-
ciais, saidinhas de banco, sequestros-relâmpago — o habitual
cotidiano urbano brasileiro — sumiram dos noticiários e, a-
parentemente, das ruas. Com o Congresso em recesso fute-
bolístico, cessam temporariamente as negociatas vergonho-
sas, as tenebrosas transações políticas e as propostas inde-
centes que prejudicam o país.
Quem ama o Brasil está feliz.
Todo mundo que ama futebol e já foi a um estádio sabe que nada se compara a ver um
 jogo ao vivo, no meio do calor da torcida. Mesmo com todos os fabulosos recursos da
 televisão, o espetáculo no estádio ainda é insuperável. Enquanto a câmera apenas se-
gue a bola, da arquibancada se vê a totalidade do campo e a movimentação dos jogado-
res, as manobras táticas e  as possibilidades de jogadas e lançamentos, que são parte im-
portante da emoção do futebol.
Agora que se pode assistir ao jogo no estádio ouvindo rádio e conferindo no celular os
 replays e os detalhes da transmissão da televisão — e ainda comentando cada lance
com os amigos, um dos maiores prazeres do futebol, pelas redes — é show de bola.
Quem não deve estar tão feliz é Lula, que trabalhou tanto pela Copa e ajudou o seu Co-
rinthians a construir um estádio, que adora futebol, mas não vai assistir a nenhum jogo
 porque tem medo de ser vaiado, como nos Jogos Pan-Americanos de 2007, embora a-
tribua a vaia a uma conspiração de César Maia, que teria até treinado milhares de mili-
tantes da prefeitura para vaiá-lo… rsrs.
Pobre Lula, que imaginou desfrutar da “sua” Copa na Tribuna de Honra, assistindo à
vitória da seleção brasileira e ovacionado pela  multidão, vendo televisão em  São
 Bernardo com  dona Marisa. Para quem adora futebol não pode haver pior castigo.
A vaidade vai vencer a paixão? O que é uma vaiazinha diante de um jogão?
 Vai, Lula, vai!

POR NELSON MOTTA, jornalista.
Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/show-de-bola-12916763#ixzz35D2uc0jQ

19 de junho de 2014

Andressa Urach foi expulsa do treino da seleção portuguesa

Nesta quarta-feira, 18, Andressa foi ao treino aberto da Seleção Portuguesa, no Moisés Lucarelli, em Campinas, mas acabou sendo expulsa do lugar a pedido da Federação Portuguesa de Futebol. Que mico! 
A criatura  já havia levado o maior fora da paróquia de Cristiano Ronaldo que, depois de passar a noite com ela num hotel, em Portugal, saiu sem se despedir e sem nenhuma explicação. Claro, era apenas mais uma maria chuteira atrás dele.

Andressa estava na área de imprensa com uma credencial para gravar uma reportagem para o programa "Muito Show", na RedeTV!, do qual ela é repórter e apresentadora, vestindo uma roupita nada adequada a uma repórter (de mini camiseta da seleção portuguesa e microsaia). Ela teve que sair sem conseguir o que realmente queria: aproximar-se de Cristiano. Um cara que não quer nada com ela.

Após o ocorrido, a ex vice-miss Bumbum fez um desabafo no Instagram.

"Vim dar boa sorte ao Cristiano e fui expulsa do campo. Tomaram minha credencial de imprensa, como se eu tivesse culpa de tudo. Vim fazer a matéria para o #muitoshow #redetv porque meu 'diretor' mandou! Só rindo mesmo. Cadê a liberdade de expressão?", escreveu ela. (Imagino uma matéria feita por essa grande "jornalista"... Hehehehehehehe, só rindo mesmo da falta de semancol dessa periguete.

14 de junho de 2014

Ainda sobre os xingamentos à Dilma...




O ex-presidente Lula, no ápice da cretinice, não só disse que Dilma tem “cara de pobre” como reclamou que não havia um só “moreninho” no estádio durante a abertura da Copa, confessando que o governo gastou bilhões dos trabalhadores para uma festa exclusiva das “elites”. Mas não é bem assim. 
Eis aí o “moreninho” que Lula queria! Segundo sua ótica racista, ele deve ter “cara de pobre” também. Mas de pobre o homem não tem absolutamente nada! É ninguém menos do que Desiré Delano Bouterse, líder militar socialista do Suriname, acusado, entre outras coisas, de participação no tráfico de drogas. Vejam a importância do homem pela proximidade da presidente Dilma: 
Bouterse foi uma figura de destaque na guerra civil ocorrida no Suriname após a independência, e é responsável pelos célebres “Assassinatos de Dezembro”, de 1982, e de eventos semelhantes na aldeia quilombola (Marron) de Moiwana, em 1986. Desde então foi acusado por diversas vezes de envolvimento com o tráfico de drogas; em julho de 1999 foi condenado in absentia nos Países Baixos por tráfico de cocaína. O país europeu emitiu um mandado internacional para a sua prisão, o que tornou praticamente impossível que ele abandone o Suriname, que por sua vez não pode extraditá-lo por ser um ex-chefe de Estado. 
É isso aí. O que dizer a mais? Lula já tem um “moreninho” para chamar de seu, e com certeza ele não participou da vaia direcionada à presidente Dilma. Não! Pelo contrário: o cara só tem a agradecer ao PT por lhe dar a oportunidade de se fingir de chefe de estado importante, em vez de um traficante de drogas condenado pelos Países Baixos. Cada um com seus camaradas. 
Mas: diga-me com quem andas que te direi quem és…
[...]
A marca registrada da esquerda é sua hipocrisia, seu duplo padrão de julgamento moral [...]. Ela veste a máscara do conservadorismo apenas quando lhe interessa, resgata valores morais que costuma massacrar com seu relativismo somente quando é conveniente. Foi exatamente o que aconteceu em relação às vaias e aos xingamentos direcionados à Dilma na abertura da Copa.
Mas não deixa de ser irônico, e um tanto asqueroso também, ver a esquerda se fazendo de pudica, de chocada com a “agressividade” e a “falta de respeito” dessas “elites”, que não respeitam nem as crianças no estádio. Ó, céus! Essa gente não tem limite para tanta cara de pau? Flávio Morgenstern fez um pedido lógico a essa turma em sua página do Facebook:
[...] reclamem que vaiaram (eu vaiei do meu sofá), digam que não gostaram e façam o mingau de mimimi de sempre, estamos acostumados. Mas não digam que não pode, que tem uma norma oculta que diz que se manifestar contra a Rainha da Nação é prova de fascismo, que está nas leis, que é tradição da sociedade para proteger a família e a propriedade ou outras desculpas mais amarelas que o cartão que a Dilma tomou. 
Apelar para a vitimização é o que o PT sempre soube fazer. Mas Lula passa sempre de qualquer limite. Ele disse que as vaias foram “a maior vergonha que o país já viveu”. Que despautério! Esqueceu-se o baixinho do escândalo do Mensalão? Isto sim foi a maior vergonha que o país viveu! 
A mesma esquerda que faz um ensurdecedor silêncio quando Joaquim Barbosa é xingado de tudo que é coisa, retratado como escravo açoitado em blog que usa o nome da presidente, e até ameaçado de morte; que enaltece bailes funks cuja espantosa baixaria ocorre diante da presença de adolescentes, como se não houvesse problema algum; que aplaude vândalos mascarados que não respeitam a ordem ou a polícia; que justifica os crimes de invasão do MST com base na “justiça social”; que jamais cobrou investigação maior sobre a morte de Celso Daniel; que vibra com as paradas gays que praticam crimes de atentado ao pudor só porque é coisa de “minorias”; etc.; essa esquerda vem agora simular uma indignação moral com um palavrão em um estádio de futebol?
Essa turma cobra dos demais um padrão de comportamento que ela mesma ignora, não segue, rejeita. Isso é falsidade, hipocrisia, autoritarismo. O canalha que é acusado de ser canalha não se importa, mas ele mesmo pode acusar o outro, honesto, de ser canalha no menor deslize ético, como se fosse o bastião da moralidade. Haja canalhice em tal comportamento!
Portanto, ilustres esquerdistas que demonstram uma afetação pudica seletiva agora: saibam que nós podemos condenar o excesso, a escolha dos termos, a falta de sensibilidade para com as crianças presentes no local. Não vocês! Vindo de vocês, os mesmos que nunca se importaram com os piores xingamentos direcionados a FHC, isso é tão verdadeiro quanto uma nota de três reais. Não cola! 

Reuni aqui parte de dois artigos escritos por Rodrigo Constantino, colunista da revista VEJA. 

13 de junho de 2014

O público no Itaquerão mandou "Dilma tomar no cool".


Esta distinta senhora que está fazendo o gesto tido como obsceno e que significa “vá tomar no fiofó” é Dona Dilma. A mesma que esteve hoje verrinando sua indignação por ter ouvido, em alto e bom som, o grito de grande parte das arquibancadas do Itaquerão mandando que ela fosse “tomar do fiofó”. A nobre e distinta senhora, em seu ataque de hipocrisia, estava escandalizada com o que ouviu do povo. Que hipocrisia mais descarada!!! Será que a susceptível dama de vermelho esqueceu-se dessa foto? 
Pode não ter sido bonita e correta a atitude do público, mas traduz a revolta que sufoca os brasileiros saturados com as mazelas petista, indignados com a mentira permanente que envolve esse governo, especialmente quando enfatiza que o povo saiu da miséria, enquanto o povo amarga a mais aflitiva e humilhante situação de desamparo no setor da saúde, educação, moradia e segurança. Falam que mais de 40 bilhões de reais foram gastos nessa copa bilionária. Isto é um escárnio, um deboche infame com a situação de desamparo e miséria em que vive grande parte da população. 
O que queria essa alienada senhora? Que o povo tendo-a presente mantivesse as aparências para impressionar bem os estrangeiros? Que fizesse de conta que vive num paraíso, engolindo a revolta, a raiva, a vergonha de tê-la como Presidente? 
A Senhora Dilma ficou passada de vergonha diante dos apupos e palavrões? A nobre senhora não fala palavrões? Não é o que revela a foto acima. E tem mais: o povo diz mesmo palavrão para expressar a sua indignação pela perda da dignidade, por ter que enfrentar a violência urbana, pelos hospitais sucateados e cheios de pobres amontoados nos corredores, morrendo por falta de atendimento médico, pelas escolas em péssimo estado, pela falta de saneamento básico nas periferias e pela roubalheira escancarada dos poderosos de Brasília. 
Quer enganar a quem, Dona Dilma? Aos estrangeiros que nos visitam? Impossível com as redes de televisão levando as notícias dos horrores nacionais para mais de cento e cinquenta países.
E, para terminar, deixe-me dizer mais uma vez: Não quer ouvir a voz das ruas? Então, fique em casa... Assista os jogos longe dos que a detestam... 

O pífio show de abertura da Copa:


Depois de gastarem bilhões de reais na preparação da Copa do Mundo, tivemos ontem o show de abertura dos jogos no horroroso “elefante branco”com ares de caixa de sapatos que chamam Itaquerão (cada arena é mais feia que a outra). Claro que quem comandou o espetáculo foram os entendidíssimos senhores da FIFA, quem decidiu contratar uma coreógrafa para organizar e ensaiar o show foi uma belga que não entende nada de arte, de beleza e de adequação. 
Nunca esperei ver um espetáculo tão pobre, feio, brega, confuso, alinhavado, mal ensaiado e medonho que aquele chafurdo que protagonizaram no campo. Nada tinha a ver trazerem uma estrangeira tonta, de gosto cafona e sem o mínimo senso de conjunto. Foi simplesmente horroroso, caricata, sem emoção e sem apelo à brasilidade. Uma vergonha!
Que diferença para a belíssima e emocionante abertura dos jogos na África do Sul! Que desperdício de cretinice da FIFA. Portanto, muito merecida a vaia e apupos fenomenais que levou das arquibancadas, juntamente com a Presidente Dilma. E por falar nessa senhora, foi feio a mesma ficar escondida no nicho das autoridades, juntinho aos amiguinhos da FIFA (os que mandam mesmo no país), quando deveria ter tido a coragem de encarar as vaias e fazer o discurso de abertura, dando as boas vindas às seleções, às autoridades e aos turistas que vieram para a Copa, como é o costume nesse tipo de evento. De nada adiantou esconder-se, pois ao ser anunciada a sua presença, o vozeirão do público rebombou numa vaia altissonante e espontânea dos que não suportam mais as mazelas petistas dessa senhora.

A FIFA teve de engolir, mais uma vez, a rebeldia dos nossos jogadores e das torcidas no Itaquerão, desobedecendo a ordem dos senhores FIFEIROS de só cantarem o hino nacional pela metade. Foi emocionante ver a orquestra parar, e a seleção continuar cantando “em capela” o hino até o seu final, tal como fez na África do Sul. Aqui ainda foi mais impactante por causa do coro das arquibancadas cantando com os jogadores. Pelo menos o povo e os meninos da seleção não lambem as botas dos arrogantes da FIFA. Morri de orgulho de todos que promoveram aquela maravilha de desprezo pelas arbitrárias determinações Fifeira. Adorei a vaia medonha que levaram e, mais ainda, da que dirigiram a Dilminha Paz e Amor.
Para coroar a vergonheira tivemos a tenebrosa e truculenta ação da polícia de São Paulo distribuindo violência desnecessária sem olhar a quem, ferindo duas jornalistas americanas, vários jornalistas, mulheres e homens que estavam na rua cobrindo as manifestações de rua.
Foi chocante ver o desrespeito dos mal treinados policiais, inclusive torturando um manifestante, já dominado e sem ação, jogando spray de pimenta nos olhos do preso, sem defesa. Isso é crime! É revoltante e covarde! Se é assim que querem impedir as manifestações de insatisfação do povo, então que aguardem as consequências... As eleições estão próximas. Espero que o povo que está vendo toda essa mazela policial, que sabe sobre a situação da saúde no país, que já viu horrores acontecendo nos corredores dos hospitais, locupletados de doentes sem assistência médica; que conhece bem as condições precárias do sistema educacional e de saneamento básico... espero que ajudem a tirar esse governo petista das nossas vidas. 
Chega de PT, chega de Dilma! Chega da arrogância petista que não respeita nem o presidente do Supremo Tribunal Federal, como fez o advogado bêbado do Sr Genoíno desacatando Dr. Joaquim Barbosa e sendo retirado à força pelos seguranças. Se a Suprema Corte não é respeitada, o que se pode esperar mais dos representantes do PT? Já mostraram mais da conta a que vieram. Chega de bandalheira!

O CAPITÃO TIAGO SILVA PEDIU AO POVO QUE CANTASSEM O HINO JUNTO COM A SELEÇÃO. O POVO OBEDECEU CHEIO DE ENTUSIASMO E PAIXÃO. 

E vamos ao jogo CAMARÕES X MÉXICO  na arena de Natal/RN
Que vença o melhor!  Torço pelos meninos Camarões.



A FIFA QUE VÁ SE DANAR! NA VOZ DO POVO ELA É APENAS TITICA DE GALINHA...

12 de junho de 2014

Público vaia Dilma Roussef e a FIFA no Itaquerão



A presidente Dilma Rousseff foi hostilizada durante a abertura da Copa do Mundo em São Paulo nesta quinta-feira (12).
Xingamentos contra a presidente foram ouvidos em dois momentos antes da partida: após a chegada de Dilma ao estádio e após a execução do hino nacional, já a poucos minutos do início do jogo. No segundo tempo, Dilma foi xingada mais duas vezes.
Houve também xingamentos contra a Fifa.
Os gritos com palavrões começaram na área VIP e se espalharam por outras partes das arquibancadas da Arena Corinthians.
Dilma não fez discurso durante a abertura. Vestida de verde, acompanhou o jogo ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, na Arena Corinthians, e Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

No ano passado, Dilma foi vaiada em rápida aparição no Estádio Nacional Mané Garrincha antes da partida entre Brasil e Japão, na estreia na Copa das Confederações.
A presença dela foi anunciada pelo sistema de som logo depois que os jogadores das duas seleções entraram em campo. Ao lado dela, Blatter também foi alvo das manifestações da torcida.
Na ocasião, o suíço fez um breve discurso, no qual se disse muito feliz e chamou os torcedores de “amigos do futebol”. Quando se referiu a Dilma, o estádio inteiro vaiou, a ponto de Blatter cobrar respeito do público. "Amigos do futebol brasileiro, onde estão o respeito e o fair-play, por favor?", disse, em 2013. É lastimável a atitude do público? Sim. Mas é um sintoma da insatisfação crescente contra o governo petista.

8 de junho de 2014

A transformação do ex-BBB Allan Passos...

Comparando as duas fotos parecem ser da mesma pessoa? Alguém reconhece na foto da squerda o ex-BBB Allan Passos? 
Allan Passos participou do BBB 5 e manteve um romance com Grazi Massafera que durou cerca de dois anos. Era um homem bonito e charmoso.
Na noite desta sexta-feira, 6, o moreno mineiro, que fazia as mulheres suspirarem  por seu belo rosto e corpo surgiu quase irreconhecível em uma foto postada no Instagram. Barbudo, cabeludo, usando  luvas de boxes e protetor bucal, o homem envelhecido da foto em nada lembrava um dos gatos da quinta edição do reality show Big Brother Brasil 5. 
Trabalhando como DJ e empresário, Allan disse, em entrevista ao EGO que não voltaria ao programa que o tornou conhecido. "Foi o tempo, já deu. Da minha época ainda falo com o Jean (Wyllys, vencedor do "BBB5") e o Rogério (médico que ganhou na época o apelido de Dr. Gê)". 
Fiquei impactada com o aspecto decadente do ex-BBB. Gostava dele ...

5 de junho de 2014

A grande angústia de nosso tempo


A grande angústia de nosso tempo é um sentimento de excomunhão. Não sentindo em si uma existência própria, uma atividade própria, o homem precisa desesperadamente de um apoio exterior, muito mais, e muito mais nervosamente do que as exigências de sua natureza. Um andaime que lhe falte, ele logo se sente desvairadamente infeliz, como quem , num pesadelo , se achasse nua sala onde todo o mundo se divertisse em chinês. Desajustado, não compreendendo o chinês em que os outros e cantam, o excluído só pode fazer uma coisa que não exige sociabilidade: chorar. E, olhe lá! O resultado aí está: uma sociedade em pânico, que tudo aposta na estridência e na visibilidade; uma sociedade de aterrorizados que pisa os pobres, os pequeninos, os doentes, na fúria de atingir um estrado na praça pública, de onde possam fazer, uns aos outros, sinais febris e sem significação.
Para a moça que se debruça ansiosa sobre um figurino, a fim de saber om que deve fazer com seus próprios cabelos; para o jovem poeta que procura qual é o nome em voga, o livro que deve ser lido e falado;para a patroa que vai à conferência; para a cozinheira que vai ao carnaval, o que importa, acima da realidade do cabelo, da poesia, do humanismo e do pandeiro, é entrar no grande palco iluminado, e pegar a deixa dos outros personagens desse drama confuso, que três bilhões de atores mal ensaiados representam, durante anos e anos, à luz da desdenhosa Aldebarã
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AUTOR: Gustavo Corção, do livro Lições de abismo, Agir, Rio, 1974.



Esse texto, escrito pelo cronista brasileiro Gustavo Corção, em 1954, aplica-se esplendidamente aos dias atuais, como se tivesse sido escrito hoje. Uma leitura atenta do mesmo, fazendo as devidas comparações  com a sociedade desse terceiro milênio, conduzirá à certeza de que a angústia que se vive em 2014 radica no mesmo sentimento de incomunicabilidade, de exclusão, de desajuste do homem com o meio, causados pelos mesmos motivos enumerados pelo autor ou por outros semelhantes.