9 de dezembro de 2013

Valdirene: propaganda do BBB ou mera crítica?



Até acredito que haja alguma intenção por parte do autor da novela Amor à Vida de fazer propaganda do Big Brother Brasil, quiçá a pedido da produção do programa, amedrontadíssima com a ameaça de um terceiro fracasso consecutivo do já desgastado modelo do reality show e da má condução do mesmo por Bial e pelo diretor desnorteado. Todavia, decodifico a mensagem de Waldir Carrasco como 20% de propaganda e 80% de crítica ferina e irônica ao programa. 
Valdirene tem o perfil bem semelhante ao da maioria das periguetes que empestearam a atração, desde o BBB7, no qual entrou a super escandalosa periguete Fani, lançando a moda da baixaria sexual, do desbocamento, da vulgaridade, dos barracos e das bebedeiras alopradas nas festas. A tagarela personagem lembra enormemente a Anamara, a medonha gralha barraqueira que tive de aturar em duas edições do programa. Como Anamara, Valdirene fala, fala, fala, diz montes de asneiras, cultiva o autoelogio, sem se dar conta da figura ridícula e tosca que é. Palrear é o que importa às duas. 
Valdirene é destituída de conteúdo, de vida interior. Ela é vazia, superficial e fútil como costuma ser a mulherada que participa do programa (com raríssimas exceções). O único objetivo que tem em sua vidinha medíocre é subir na vida, ficar rica e famosa, ter os holofotes da fama sobre sua insignificante pessoa, uma suburbana sem horizontes, tola e que se acha a última bolacha do pacote. Para conseguir tal façanha, a personagem mente, trapaceia, arma truques e não se submete a limites. Além de tudo, Valdirene não pensa, não sabe pensar. Portanto, tem todos os pré-requisitos para entrar no BBB14, como expressão máxima da burrice curvilínea no cenário da bagaça que diverte a uns e enoja a outros. A periguete Valdirene topa tudo para conseguir entrar no BBB14, ela não mede esforços , faz de tudo, comete desatinos. Ao fim e ao cabo a impressão que ela passa é a de que o reality show não é para gente inteligente. Como propaganda do programa não me convence, não acredito que convença a ninguém. Em contrapartida, como crítica é excelente, faz o retrato mais caricata da maioria das doidivanas que participam da pseudo-atração.


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